A Empregada Usava o Colar Perdido da Família Albuquerque — E Um Segredo de 22 Anos Veio à Tona

"Patrícia Albuquerque acreditou durante vinte e dois anos que uma de suas filhas tinha morrido ao nascer. Então, numa manhã comum, viu um colar impossível no pescoço da nova empregada."
A luz dourada invadia o quarto luxuoso da mansão Albuquerque quando Patrícia percebeu algo estranho.
Uma esmeralda.
Pequena.
Brilhante.
Inconfundível.
O colar estava no pescoço de Camila Ferreira, a jovem empregada recém-contratada.
Patrícia empalideceu.
Porque existiam apenas duas joias iguais àquela no mundo inteiro.
Com as mãos trêmulas, ela correu até sua penteadeira, abriu uma antiga caixa de veludo e retirou outro colar.
Idêntico.
Mesma corrente.
Mesma esmeralda.
Mesma gravação.
Camila ficou sem entender.
— Uma freira me deu esse colar quando eu era criança... no orfanato Saint Brígida.
O coração de Patrícia quase parou.
Vinte e dois anos antes, ela dera à luz gêmeas.
Mas lhe disseram que uma delas havia morrido poucas horas após o nascimento.
Ela nunca viu o corpo.
Nunca pôde se despedir.
Nunca fez perguntas.
Até agora.
As duas mulheres ficaram frente a frente, refletidas no espelho.
Duas vidas.
Duas histórias.
Um mesmo colar.
E então Patrícia sussurrou, quase sem conseguir respirar:
— Então você é minha...
Antes que pudesse terminar a frase, a porta do quarto se abriu.
Ricardo Albuquerque entrou.
Olhou para o colar de Camila.
E ficou completamente pálido.
O silêncio tomou conta do quarto.
Patrícia virou-se lentamente para o marido.
— Ricardo... por que você está com essa cara?
Ele não respondeu.
E naquele instante, Patrícia percebeu algo muito pior do que imaginava.
Ricardo não estava surpreso.
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Ele já sabia da verdade.
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